sábado, 7 de julho de 2012

Introdução Educação Financeira

Grande parte dos problemas de relacionamento entre marido e mulher começa no dinheiro — no excesso ou na falta dele.

Quando a renda do casal não dá conta dos gastos do mês, o dia-a-dia tende a uma desagradável monotonia e qualquer proposta mais romântica que envolva gastos é cortada pela raiz.

As dificuldades decorrentes dessa escassez geram conflitos entre os cônjuges, que nem sempre percebem que o problema é financeiro.

O grande charme do dinheiro está no fato de ele raramente se mostrar como o vilão da história.

·         Se não há dinheiro para um jantar romântico, o problema é percebido como falta de romantismo;
·         Se não há dinheiro para renovar o guarda-roupa, o problema é percebido como desleixo;
·         Se não há dinheiro para levar as crianças ao parque, o problema é percebido como falta de carinho.

Essas situações encobrem um erro comum: a inabilidade em lidar com o dinheiro ou em torná-lo suficiente.

Por outro lado, quando a renda do casal é maior, raramente marido e mulher chegam a um acordo sobre seus hábitos de consumo e sobre a melhor maneira de administrar as finanças, o que também origina conflitos.

Um reclama dos hábitos perdulários do outro, que, por sua vez, acha que muitas conquistas familiares estão sendo adiadas em razão dos desperdícios do parceiro.

E os motivos para confrontos e discussões explosivas vão se acumulando.

O problema é que não se conversa a dois sobre dinheiro de forma preventiva, mas só quando a bomba já estourou e a briga se torna inevitável.

As principais razões apontadas para as brigas são falta de dinheiro e despesas excessivas do cônjuge. Os homens em geral discordam das decisões de compra das mulheres, enquanto elas questionam as opções deles de aplicação do dinheiro.

Afinal, hoje, a mulher não só conquistou uma posição social e profissional equiparada à do homem como passou a discutir e dividir o controle do planejamento e das finanças da família e dos negócios familiares.

Administrar bem o relacionamento conjugal requer certa habilidade e paciência. O que muitos apaixonados às vezes demoram a perceber é que gerenciar as finanças do casal também requer essas e outras virtudes.

Uma vida planejada e com objetivos é mais feliz. As famílias que conseguem gerenciar bem suas finanças ao longo dos anos, desfrutam hoje uma vida sem privações.

Também tenho ouvido, consternado, pessoas com certa idade confessarem que, se tivessem aprendido no passado algumas simples lições sobre a administração de seu patrimônio, hoje teriam uma vida mais folgada.

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